Babelim II



Parabéns e obrigada a todos os que fizeram com que Babelim fosse único! Dizia-se de Babelim que é uma linguagem. Um lugar. Uma paisagem. É. Houve Babelim, no palco, na plateia, no corpo, na voz, nos instrumentos, na luz, nas imagens.
A nossa acção tem uma vertente importante na questão da interacção, da qualidade da relação Mãe/ Pai bebés e dos vários grupos humanos, do fazer música de forma participativa. Mas também pretende explorar a questão do fruir arte de forma contemplativa. A relação com o grupo de bebés do Roseiral tem sido nutrida de forma metódica e regular e temos tido um "feed-back" extremamente positivo por parte da comunidade envolvida. O espectáculo Babelim pretendeu adicionar a essa vivência uma outra faceta, alguns elementos para a construção duma relação com as artes que pode abrir "portas e janelas", e por isso conjugou aspectos participativos mas também contemplativos. Houve alma e coração em Babelim. Só por isto já valeu a pena. Mas houve também beleza. Houve inspiração, espontaneidade. Festa.
Toda a equipa deu o seu melhor e foi fantástico o resultado a que se chegou quer em termos artísticos como humanos.
Sentimo-nos mais ricos depois de ter andado por Babelim na vossa companhia e agradecemos a todos estes momentos magníficos.


Helena Rodrigues e Paulo Rodrigues



Babelim



No próximo dia 6 de Maio pelas 11h00 no Auditório 2 da Fundação Calouste Gulbenkian participe com o seu bebé e as suas crianças.
Babelim é uma experiência participativa que inclui alguns dos momentos especialmente envolventes resultantes da exploração e fruição dos workshops Afinação do Olhar e do Ouvir. Lugar de liberdade, partilha e autenticidade, pois. Cruzamento de percursos, forma de festejar a possibilidade de partilhar o ”momento presente” através da música, da voz e do corpo. 

Babelim é uma linguagem. É também um lugar. Uma paisagem. Procuram-se linguistas, antropólogos, trandisciplinólogos que saibam coisas sobre Babelim. Ou então poetas. Babelim são imagens brancas que encerram todas as imagens. Imagens que se escutam no espaço sonoro. 
Paisagens e caligrafias visuais que nos levam ao interior de Babelim.
À semelhança de outros trabalhos da Companhia de Música Teatral, Babelim é um conjunto de quadros sonoros e visuais. Ora apresentando um grau de indeterminação muito elevado; ora envolvendo sonoridades complexas, ora outras muito simples.
O palco é ponto de partida para um fluxo de comunicação entre todos, envolvendo a participação de várias pessoas, bebés, crianças e adultos, artistas profissionais e a própria audiência. Em Babelim, o piano é um elemento central, útero ressoador e másculo.
Babelim pode ser visto e ouvido de muitas formas diferentes. Mas numa coisa estamos todos de acordo: o nosso bebé é sempre o mais bonito do Mundo! 
O redondo assinalando o instante único da coincidência, as faces dos anjos e os objectos do primeiro imprinting dos humanos. Babelim é um enorme campo branco, lençol, regaço, onde uma comunidade em vibração vê florescer papoilas.
Fazer Música em conjunto pode contribuir para se aceder a patamares de comunicação e coesão social muito fortes. A Música tem o poder de sincronizar e de sintonizar grupos humanos. O primeiro desses grupos é a díade constituída pelo cuidador e pelo bebé. Babelim congrega estes pequenos grupos. 
Babelim é um olhar sobre uma arte inspirada em afectos, uma experiência artística que resulta de vários percursos anteriores realizados com diferentes pessoas. É uma experiência participativa fluida em que cada espectador é convidado a sintonizar  no momento presente.
Babelim é um termo inventado para designar a forma de comunicação que precedeu a linguagem. Feita de sons, imagens, movimentos, falado/cantado/dançado pelas pedras, plantas, animais e humanos. Perdeu-se com o tempo e com a pressa de nos tornarmos grandes. Mas os bebés, e as mães, ainda o falam.
Babelim porque o som das línguas nasce do colo da Música. 
Babelim, porque os bebés trazem todas as línguas do Mundo e somos nós que os guiamos até que nos acompanhem na nossa.


Veja a folha de sala aqui.

Criação de Recursos Educativos #1



Nuvens, Linhas e outras questões de Música para download aqui

Obrigada a Tutti



Obrigada a todos quantos tornaram o Encontro Arte para a Infância e Desenvolvimento Humano um momento muito especial no Ano Germinar de Opus Tutti. A imagem que me fica deste Encontro é a de um grupo de amigos/ companheiros/ vizinhos ao redor do lume. Vão-se dizendo coisas assentes numa enorme escuta. Todos estão atentos, fixados em algo que compartilham. Este Encontro foi essa "lareira acesa": uma atmosfera muito positiva em que todos tiveram um contributo essencial para o "crepitar do lume". Continuemos, pois, o espírito dos pássaros com que debandámos no final de Um Plácido Domingo: regressemos aos nossos lugares, aos nossos momentos, para fazermos o nosso melhor junto das crianças do nosso coração. E um dia destes, voltamos a juntar-nos, para, em bando, afinarmos vibrações. 
Até breve! Helena R.

International Call for Players



O First International Call for Players pretende chamar a atenção para a importância do brincar e do contacto afectuoso nos cuidados da infância. Procuramos bons momentos de brincadeira entre um bebé e um adulto ou entre um bebé e uma criança mais velha registados em video. Alguns destes registos serão seleccionados para integrarem uma instalação e outras iniciativas de carácter artístico a realizar em 2012 no âmbito do projecto Opus Tutti.
Convidam-se profissionais da educação da infância, artistas, pais, irmãos, avós, cuidadores em geral, a enviarem pequenos registos video (entre 20 segundos e 2 minutos) em que seja visível que existe um bom momento de brincadeira e interacção individual com um bebé.
As ideias/videos recebidos serão objecto de selecção para integrarem, posteriormente, uma colecção de métodos e estratégias a colocar em domínio público, de forma a poderem inspirar o quotidiano de outros cuidadores ou a inspirarem a criação artística dirigida à infância.
Os autores dos videos seleccionados figurarão como contribuidores das acções directamente relacionadas do projecto Opus Tutti e receberão uma das publicações da Companhia de Música Teatral.
Para se candidatar ao First International Call for Players, envie um email para call4players@musicateatral.com contendo os seus dados de contacto e o filme como anexo ou o respectivo link (youtube, vimeo) até 30 de Abril de 2012 .

Arte para a Infância e Desenvolvimento Humano



O Encontro Arte para a Infância e Desenvolvimento Humano visa lançar novas questões e debater temas importantes dando continuidade ao trabalho de reflexão e de criação de materiais e estratégias em curso e fazer um balanço do trabalho realizado.
Os participantes de Um Plácido Domingo serão convidados especiais neste Encontro, continuando-se o espírito de construção de equipa já iniciado. Acreditando que as intervenções dos próximos três anos do projecto Opus Tutti, a realizar numa creche, devem ter o envolvimento da comunidade e podem ser modelares, convidam-se também, a participar outros interessados em promover a riqueza da experiência humana e educativa com sensibilidade para questões das práticas artísticas na infância.
São muitas as questões que vão ficar por responder, mas uma coisa é certa: este encontro vai deixar muitas mais perguntas, dúvidas e inquietações.

Encontro nos dias 11 e 12 de Novembro de 2011
Salas 1 e 2 da Fundação Calouste Gulbenkian

Ver Programa
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Condições de Participação:
- Enviar email para educa@musicateatral.com solicitando a ficha de inscrição.
- O número de participantes é limitado e as inscrições serão aceites por ordem de chegada.
- Dado o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, as inscrições são gratuitas. 

Dia Mundial da Música com o Gamelão de Porcelana e Cristal




A Companhia de Música Teatral assinala o Dia Mundial da Música com um concerto para Gamelão de Porcelana e Cristal que resultará dum projecto criativo de um dia com famílias e jovens músicos. Terá lugar no próximo dia 1 de Outubro no Museu de Aveiro, e marcará também início da 10ª Bienal Internacional de Cerâmica Artística. O Gamelão de Porcelana e Cristal inspira-se no milenar gamelão javanês e explora as fronteiras entre música, "sound-art" e escultura. É um “instrumento musical colectivo” constituído por centenas de peças de porcelana, faiança, grês, vidro e cristal cuja combinação de sonoridades permite criar música de forma exploratória e criativa. Uma primeira versão desta ideia foi desenvolvida no âmbito do projecto Opus Tutti apoiado pela Fundação Calouste Gulbenkian. Esta escultura musical estará disponível para utilização pelo público até meados de Novembro

Concerto Dia da Música 1 de Outubro, 15:45

Workshops Dias úteis (10h00, 11h15 e 14h30)
5, 6, 7, 12, 14, 19, 20, 21 e 26 de Outubro; 2, 9 e 10 de Novembro.
Fim de Semana (10h30 e 15h00)
8, 9, 15, 23 e 30 de Outubro; 6 de Novembro

Inscrições: 
Serviço Educativo do Museu de Aveiro
Tel: 234423297 / 234383188
Av. Santa Joana 3810-329 Aveiro

O Gamelão de Porcelana e Cristal é um projecto de investigação artística realizado em parceria pela Companhia de Música Teatral, a Universidade de Aveiro e a Vista Alegre Atlantis.

Um Plácido Domingo III



Obrigado a todos os que tornaram possível Um Plácido Domingo.
Helena R.

Um Plácido Domingo II



Um Plácido Domingo é uma peça para ser composta pelos sentidos de quem se passeia pelo Jardim. Ouça, olhe, ande, pare, procure. Ande, ouça, olhe, procure, pare. Olhe, ouça, procure, pare, ande. Pare, ouça, olhe, procure, ande. 
Os diálogos performativos de Um Plácido Domingo podem acontecer em resposta a apelos do público, em especial dos bebés, durante momentos de deambulação e interacção informal. Ocorrem também em resposta a chamamentos programados por parte dos artistas intervenientes. Esses momentos têm características mais ou menos estruturadas e ocorrem nos espaços assinalados no mapa. 
Pomar dos Gamelões - Espécie sonora milenar, o Gamelão é um instrumento musical colectivo originário de Java que tem fertilizado outras culturas sonoras. O exemplar aqui presente é constituído por centenas de peças de porcelana, fainça, grês, vidro e cristal. Algumas possuem frequências básicas muito marcantes e soam como as notas de alguns instrumentos musicais convencionais. Outras apresentam conjuntos complexos de frequências e soam como sinos ou instrumentos electrónicos. No Pomar dos Gamelões existe um núcleo de peças que se distinguem pelas suas cores vivas. As crianças podem utilizá-las livremente e aí criar os seus frutos sonoros. 
Campo das Flores Sonívoras - Espécies sintéticas desenvolvidas com tecnologia open-source nos laboratórios Opus Tutti por investigadores trans-etários creditados por várias agências de avaliação. As Flores Sonívoras, também denominadas de Tubalões, englobam várias espécies que têm em comum o facto de possuirem uma membrana de látex posta a vibrar pelo ar. Contrariamente ao comum das plantas, as Flores Sonívoras alimentam-se de vento e produzem som. Conforme a sua dieta, podem vibrar como sirenes ou emitir bordões e glissandos. 
Trilho do Rumor das Canas - Espécie simples que aguarda apenas a atenção de quem passa, o bambu deixa-se colher por quem o acolhe. Evoca a flauta de Pã quando a boca segreda o rumor dos passos. Finge a marimba ou a chuva na caleira quando as mãos o cortam e batem no chão. É o que é quando o vento sopra nas canas. 
Mata das Casas de Pássaros - Associação complexa de elementos de fauna e flora, as Casas de Pássaros são frequentemente confundidas com árvores. Som-biontes que se vêem com ouvidos abertos. Tente avescutar o pássaro de água, o melro de berna, o coucoo-sapiens. Distinga as suas trocas de som. Intrometa-se. 
Paúl dos Tambores Cantantes - Um conjunto de espécies muito diversas, que incluem elementos de pele, madeira, bronze ou aço. Os Tambores Cantantes estabelecem um contínuo entre a voz e a percussão. O corpo é a casa da voz. A voz é a casa da alma. “Faço uma casa feita de nada, faço uma casa, casa feita de mim.”

Um Plácido Domingo



No próximo dia 11 de Setembro, entre as 10h30 e as 12h30, venha passear com o seu bebé e as suas crianças pelo Jardim da Fundação Calouste Gulbenkian
Cante connosco e com as aves!


Um Plácido Domingo é um diálogo performativo com pessoas - sobretudo os bebés e as crianças mais pequenas -, mas também com os pássaros, as árvores, a água, o vento, os aviões e outros personagens dominicais do Jardim da Fundação Calouste Gulbenkian. É simultaneamente uma “performance” e uma interacção lúdica informal que vai buscar à música, à arte, ao corpo, os elementos com que se “brinca” e que estimula o contacto, a comunicação, a criação de ligações entre as pessoas. Um Plácido Domingo não é um espectáculo convencional: não pressupõe um espaço estável/isolado com pessoas a ver o que os artistas fazem durante uma duração determinada, mas inclui aspectos com esse detalhe artístico, sobretudo em alguns espaços (assinalados no mapa) onde estão instalados alguns elementos musicais e cénicos como o Pomar dos Gamelões, o Campo das Flores Sonívoras, o Trilho do Rumor das Canas, a Mata das Casas de Pássaros ou o Paúl dos Tambores Cantantes. Também não é uma “procissão” em que as pessoas seguem um conjunto de artistas através dum percurso pré-definido, embora a deambulação seja um dos seus ingredientes. Tem elementos fixos e improvisados, envolve artistas de múltiplos “credos”, talvez seja uma Garden-Opera ou um Happyning. É algo que cresce naturalmente a partir daquilo que acontece num Domingo normal, e por isso essa é melhor forma de o desfrutar: deslocar-se, parar, ir à procura, ver e ouvir o jardim. 
Este trabalho resulta dum percurso de criação que foi partilhado por um grupo de adultos (artistas, professores e educadores) e crianças que ao longo do ano participaram em várias acções do projecto Opus Tutti. Neste primeiro ano, propusemo-nos fazer germinar ideias, materiais, contactos e recursos humanos. 
Deste conjunto de experiências brotou naturalmente Um Plácido Domingo. Festejo final que é também uma espécie de improvisação sobre possibilidades musicais a revitalizar no dia a dia de qualquer creche. Festa colectiva, chamada aos Pais e à comunidade sobre a riqueza das boas experiências na infância: o som e a cor da Natureza, a voz e o corpo como primeiros instrumentos de organização da musicalidade com que todos nascemos. Música no seu estado puro, primário, orgânico, artesanal. Abracem as árvores, façam soar as pedras do caminho, ouçam o som das canas, cantem com as aves!